Perder ou ganhar o que importa é... ganhar, claro
Nunca fui adepto de competir por diversão. Apenas por diversão, quero eu dizer. Quando se compete, é para se ganhar. "Perder ou ganhar, o que importa é participar"? Não me parece. Tem que ser para ganhar!
Se isto é importante? Talvez não. Excepto para mim. Não sou a favor de de repente ficarmos todos violentos a competir, nem quero que ninguém se torne num mercenário que quer ganhar a todos os custos. Apenas quero que chamemos as coisas pelos nomes.
Se não interessa ganhar ou perder, não se está a competir. E acho que isso desvirtua qualquer jogo, por exemplo. Parte da piada de, sei lá, jogar xadrez, é a possibilidade de ganhar, de podermos usar o nosso intelecto, as nossas habilidades e alguma sorte, para prevalecermos sobre o nosso adversário.
E não quero com isto dizer que me importe de perder. Não gosto, mas não há problema, faz parte. Mas isso também é importante. Não gosto de desvalorizar uma derrota, porque acho que isso não nos ensina nada. Perder é desagradável, faz parte, e não há problema. Podemos ficar tristes, por perder, faz parte.
Se desvalorizamos as derrotas, temos necessariamente que desvalorizar as vitórias. E chegados a esse ponto... Vale a pena competir? Jogar? Correr mais? Ser melhor? Tentar superar as dificuldades?
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Devemos tirar proveito da competição, independentemente do resultado. Mas devemos querer ganhar. Devemos não gostar de perder. Devemos conseguir lidar com ambos os resultados...
Menos com o empate. Empatar é que não, credo.